O Pedro, desenvolvedor júnior, chegou com uma dúvida.
— Carlos, esse código não compila. O que eu faço?
Carlos olhou para a tela. Sabia o problema na hora. Mas não corrigiu.
— Pedro, o que você já tentou?
— Eu olhei o erro, mas não entendi.
— Lê o erro em voz alta pra mim.
Pedro leu: "NullReferenceException: Object reference not set to an instance of an object."
— O que isso significa?
— Que eu tentei usar um objeto que não foi instanciado.
— Boa. E onde no seu código você está usando um objeto sem instanciar?
Pedro olhou o código.
— Aqui. A variável "cliente" não foi inicializada.
— E como você resolve?
— Coloco "new Cliente()" antes de usar.
— Tenta.
Pedro fez a alteração. O código compilou.
— Por que você não me disse logo o que era? — Pedro perguntou.
— Porque se eu disser, você não aprende a diagnosticar. Da próxima vez que aparecer o mesmo erro, você vai lembrar do caminho, não da resposta.
Carlos usava a mesma técnica sempre.
— Me mostra o que você tentou.
— O que o erro diz?
— Qual a primeira linha que você verificou?
Se o Pedro não tinha tentado nada, Carlos pedia para ele tentar primeiro.
— Volta quando tiver uma hipótese — Carlos dizia. — Não precisa ser a certa. Só precisa ser uma tentativa.
— E se eu tentar e errar?
— Aí a gente conversa sobre o erro. Você aprende mais com o erro do que com a resposta certa.
Com o tempo, Pedro passou a chegar com hipóteses em vez de perguntas abertas.
— Aprendi que ensinar não é dar resposta — Carlos refletiu. — É ensinar a procurar.
*Continua em: 1045 — Como fazer cursos durante o desemprego?*