Carlos recebeu um estagiário, o Matheus. Era a primeira vez que ele orientava alguém.
— Não quero microgerenciar, mas preciso saber se ele está aprendendo — Carlos pensou.
Na primeira semana, Carlos sentou com Matheus.
— Vou te passar três tarefas. Quero que você tente fazer sozinho. Se travar, anota a dúvida e me pergunta no fim do dia.
— Combinado.
Carlos criou uma rotina de acompanhamento.
— Segunda-feira a gente revisa o que você fez na semana anterior. Sexta-feira a gente planeja a próxima.
— E no meio da semana?
— Você me manda um resumo por escrito do que aprendeu. Duas ou três linhas. Nada longo.
Matheus começou a mandar os resumos.
Na primeira semana, ele escreveu: "Aprendi a configurar o ambiente de desenvolvimento. Entendi a diferença entre branch main e develop."
Na segunda: "Consegui fazer uma pull request sozinho. O código foi aprovado com dois ajustes."
Carlos percebeu que os resumos mostravam o progresso real.
— O importante não é quanto tempo ele passa trabalhando, mas o que ele consegue fazer sozinho — Carlos explicou para a equipe.
No fim do mês, Carlos revisou o que Matheus tinha aprendido.
— Você avançou bem. Mas ainda precisa treinar teste unitário. Vou te passar um exercício.
— O senhor tem um roteiro do que eu preciso aprender?
— Boa pergunta. Vou montar um.
Carlos criou um plano de desenvolvimento com marcos claros: configurar ambiente, fazer primeiro commit, primeira PR, primeiro deploy.
— Com roteiro, o estagiário sabe onde está e pra onde vai — Carlos concluiu.
*Continua em: 1044 — Como ensinar júnior sem fazer por ele?*