Carlos sabia que a empresa passava por reestruturação. Podia ser demitido a qualquer momento.
Ele decidiu se preparar.
Primeiro, calculou o custo de vida mensal: aluguel, alimentação, plano de saúde, transporte, lazer.
— Preciso de seis meses de reserva — ele definiu.
Começou a cortar gastos não essenciais. Assinaturas de streaming, delivery, roupas novas.
— Seis meses de reserva é o mínimo. Doze é o ideal.
Em três meses, juntou o equivalente a cinco meses de custo.
Paralelamente, atualizou o LinkedIn. Reativou contatos com recrutadores.
— Se a demissão vier, não posso ficar desesperado. O desespero leva a aceitar a primeira oferta ruim.
Quando a demissão veio, ele recebeu a multa do FGTS, o aviso prévio indenizado e as férias proporcionais.
— É o dinheiro que vai segurar as pontas.
Ele não gastou nada nos primeiros trinta dias. Só a reserva.
Na segunda semana, já tinha três processos seletivos.
— Preparo financeiro não é sobre evitar a demissão. É sobre sobreviver a ela sem desespero.
*Continua em: 1026 — Como criar currículo para vaga específica?*