Carlos estava no meio da apresentação. O projetor apagou. O som do notebook parou. Tela preta.
Ele ficou parado por três segundos.
— Bem-vindos aos anos 90 — ele brincou. — Sem slides, sem tecnologia, só eu e vocês.
O público riu.
Ele respirou e continuou.
— O ponto principal que eu queria mostrar é: a automação salvou vinte horas por mês da equipe.
Ele falou naturalmente. Sem slides, sem gráfico, sem apoio.
O técnico chegou. Tentou resolver. Não conseguiu.
— Vou seguir sem o projetor — Carlos disse. — No final, eu compartilho os slides por e-mail.
Ele não se abalou. Continuou a apresentação com a mesma energia.
No final, ele resumiu:
— Os números e gráficos estão nos slides que vou enviar. Mas a mensagem principal é essa que discutimos aqui.
Apagou a luz da sala e mostrou um gráfico no próprio notebook, chamando as pessoas pra perto.
— Olha aqui. Esse é o resultado.
Todos viram. Aprovaram.
Depois, o diretor disse:
— Você lidou bem com o imprevisto. Não deixou a falha atrapalhar.
— Se eu dependesse do projetor, teria travado. Mas a mensagem principal não estava nos slides. Estava na minha cabeça.
Carlos entendeu: falha técnica é teste de preparo. Quem conhece o conteúdo, segue. Quem depende do equipamento, para.
— Sempre tenha um plano B. E saiba a mensagem principal de cor.
*Continua em: 1021 — Como pedir demissão por motivo de saúde?*