Carlos percebeu que nas reuniões as pessoas mexiam no celular enquanto ele falava.
— Elas não estão interessadas — ele pensou.
A Mariana deu a dica:
— Você precisa envolver elas. Não é palestra. É conversa.
Na apresentação seguinte, Carlos mudou a abordagem.
Ele começou com uma pergunta:
— Quantos de vocês já perderam tempo com processo manual?
Quase todo mundo levantou a mão.
— Pois é. A gente também. Vou contar como resolvemos.
Ele incluiu perguntas no meio:
— O que vocês acham que foi o maior desafio?
As pessoas respondiam. A energia mudou.
Ele também usou uma dinâmica rápida:
— Levanta a mão quem acha que automação é prioridade.
Metade levantou.
— Agora, quem acha que é mais importante treinar as pessoas?
A outra metade.
— Os dois estão certos. Um não funciona sem o outro.
No final, ele abriu para perguntas.
— Como vocês aplicariam isso na área de vocês?
As pessoas discutiram entre si. A apresentação virou conversa.
Depois, o Carlos disse:
— Hoje ninguém mexeu no celular.
— Fiz perguntas. Engajei.
— Continua assim.
Carlos entendeu: plateia engajada não é plateia que ouve. É plateia que participa.
*Continua em: 1019 — Como encerrar apresentação com impacto?*