Como usar storytelling em apresentações?

Carlos

Carlos preparou uma apresentação sobre resultados. Números, gráficos, metas batidas.

— Tá seco — a Mariana disse.

— O que falta?

— Falta história. Números não emocionam. Histórias sim.

Carlos reformulou.

Em vez de começar com "Aumentamos a produtividade em 15%", ele começou assim:

— Há três meses, a Mariana estava frustrada. Passava duas horas por dia copiando dados de uma planilha pra outra. Ela disse: "Isso é trabalho de robô, não de gente."

Ele contou a história dela.

— Ela aprendeu a automatizar. Em uma semana, resolveu. O trabalho de duas horas virou quinze minutos.

Depois, ele mostrou o número: 15% de aumento de produtividade.

— Esse número não veio do nada. Veio de uma pessoa que decidiu mudar.

O diretor se interessou.

— Quantas pessoas da equipe fizeram isso?

— Até agora, cinco. Cada um encontrou uma melhoria.

— Isso é escalável?

— Sim. Estamos criando um programa pra todo mundo aprender.

A plateia prestou atenção do começo ao fim.

— Você contou uma história e vendeu a ideia — a Mariana disse.

— A história fez o número ter significado.

Carlos aprendeu: storytelling em apresentação não é enfeite. É ponte entre o dado e a emoção.

*Continua em: 1018 — Como engajar a plateia em apresentação?*