Carlos ensaiou a apresentação inteira. Tinha cada fala decorada.
No meio da apresentação, o projetor desligou. Tela preta.
— Problema técnico — ele falou. — Vou continuar sem slides.
Ele respirou. Improvisou.
— O ponto principal é: a gente cresceu 15% em produtividade. Vou explicar como.
Ele falou naturalmente. Sem slides, o público prestou mais atenção.
— A Mariana automatizou o processo manual. O André reorganizou o fluxo. Eu só coordenei.
Quando o técnico resolveu o projetor, Carlos brincou:
— Pronto. Agora volto pros slides. Mas se quiserem, continuo sem.
O público riu. A apresentação fluiu melhor depois.
Depois, o Carlos comentou:
— Você lidou bem com o imprevisto.
— O segredo é saber a mensagem principal de cor. O slide é extra. Se o slide some, a mensagem fica.
Carlos entendeu que improvisar não é inventar do zero. É ter domínio do conteúdo a ponto de não depender do suporte visual.
— Se você depende do slide, você não domina o assunto — ele concluiu.
*Continua em: 1017 — Como usar storytelling em apresentações?*