Carlos apresentava e olhava para os slides, não para as pessoas.
— Você falou com a parede — a Mariana brincou depois.
— Tava nervoso.
— O público sente quando você não olha pra eles. Parece que você não quer estar ali.
Na apresentação seguinte, Carlos tentou diferente.
Ele escolheu três pontos na sala: esquerda, centro, direita.
A cada frase, ele mudava o olhar. Olhava pra uma pessoa na esquerda, depois uma no centro, depois uma na direita.
— Parece que você tá falando diretamente com cada um — a Mariana observou.
— É cansativo.
— Mas funciona.
Ele descobriu que não precisava olhar nos olhos de todo mundo. Olhar para a região da pessoa já criava conexão.
— Evite olhar fixamente pra uma só pessoa — ele anotou. — Pode deixar ela desconfortável. Distribua o olhar.
Na terceira apresentação, ele já fazia naturalmente.
O Carlos comentou:
— Você melhorou muito a presença. Parece mais seguro.
— Tô praticando o contato visual.
— Continua. Faz diferença.
Carlos entendeu que contato visual não é sobre olhar. É sobre conectar. Cada olhar diz: "Essa mensagem é pra você."
*Continua em: 1016 — Como improvisar em uma apresentação?*