Carlos preparou uma apresentação. Vinte slides, texto em cada um, gráficos complexos.
— Olha isso — ele mostrou pra Mariana.
Ela olhou.
— Não dá pra ler. Fonte pequena, muito texto, gráfico poluído.
— Mas tem toda a informação.
— O público não vai ler. Vai olhar pra você. O slide é apoio, não é o roteiro.
Carlos refez.
Regra que ele aplicou:
— Máximo de seis palavras por linha.
— Máximo de seis linhas por slide.
— Uma ideia por slide.
Ele trocou texto por imagem. Gráfico complexo por gráfico simples.
No lugar de "Tivemos um aumento de 15% na produtividade, 10% de redução de custos, e 20% de melhoria no prazo de entrega", ele colocou:
| Indicador | Resultado |
|-----------|-----------|
| Produtividade | +15% |
| Custos | -10% |
| Prazo | +20% |
Na apresentação, as pessoas olhavam mais pra ele. Os slides eram só confirmação visual.
Se ele precisava mostrar um dado complexo, distribuía uma folha impressa.
— Slide bom é slide que ninguém precisa ler — ele concluiu.
— Agora sim — a Mariana disse. — Limpo, direto, profissional.
*Continua em: 1013 — Como se vestir para apresentação profissional?*