Carlos precisava apresentar com mais duas pessoas: a Mariana e o André. Cada um tinha uma parte.
O problema: eles nunca tinham ensaiado juntos.
— A gente precisa alinhar — Carlos disse.
— Cada um fala a sua parte e pronto — o André respondeu.
— Se não tiver transição, a apresentação fica quebrada. O público percebe.
Carlos propôs um ensaio de trinta minutos.
Eles se reuniram na sala vazia.
— Mariana, você começa com o contexto. Quando terminar, faz uma ponte pro André. Algo como: "E agora o André vai mostrar os números."
— Boa ideia.
— André, depois dos números, você passa pra mim. Fala: "Com base nesses números, o Carlos fecha com as recomendações."
— Combinado.
Eles ensaiaram duas vezes. Ajustaram o ritmo. O André falava rápido demais. Carlos pediu pra ele desacelerar.
No dia da apresentação, fluiu bem. Cada transição era suave. Um completava o outro.
— Gostei da dinâmica de vocês — o diretor comentou.
— A gente ensaiou as transições — Carlos explicou.
Depois, a Mariana disse:
— Ensaiar junto fez diferença. Sozinho a gente nunca ia perceber o ritmo.
Carlos aprendeu que apresentação em grupo exige coordenação, não só conteúdo individual.
*Continua em: 1011 — Como lidar com perguntas difíceis na apresentação?*