O e-mail da empresa chegou na sexta: "Incentivamos certificações profissionais. A empresa reembolsa 50% do valor mediante aprovação."
Carlos printou a tela e levou pra sessão.
— Quais certificações valem a pena? — ele perguntou. — E quais são furada?
O conselheiro riu.
— Essa é a pergunta certa. Nem toda certificação agrega.
— Então como eu diferencio?
— Três critérios. Primeiro: reconhecimento do mercado. A certificação é pedida em vagas que você almeja?
— Segundo?
— Segundo: conteúdo. Ela te ensina algo que você não sabe ou só certifica o que você já sabe?
— E terceiro?
— Terceiro: ROI. Quanto tempo leva pra você recuperar o investimento com aumento de salário ou novas oportunidades.
Carlos anotou.
— Você tem alguma certificação específica em mente? — o conselheiro perguntou.
— Tava pensando em uma de processos. E uma de gestão de projetos.
— As duas boas. Mas pesquisa quais empresas do seu setor mais reconhecem. Às vezes a mais cara não é a mais valorizada.
Ele abriu o notebook.
— Olha o site das associações profissionais. Vê quais certificações aparecem nos perfis das pessoas que ocupam o cargo que você quer.
— Nunca pensei nisso.
— A maioria não pensa. Por isso quem pesquisa sai na frente.
Carlos anotou o site.
Antes de sair, ele perguntou:
— E se a empresa pagar 50%, eu faço?
— Depende do valor total. Se você bancar 50% de uma certificação de quinze mil, é diferente de bancar 50% de uma de três mil. Calcula antes.
— Calculo antes — Carlos repetiu, como um lembrete pra si mesmo.
*Continua em: 039 — Como pedir ao conselheiro sobre carta de apresentação?*